O ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima disse em entrevista em entrevista ao podcast Fez História, Agora Conta!, na última quinta-feira (26), que a decisão que resultou na perda de seu mandato de governador em 2007 teria sido influenciada pela desembargadora Fátima Bezerra, viúva do ex-governador José Maranhão, e o empresário Roberto Cavalcanti, suplente de Maranhão no Senado à época, chapa que assumiu o governo.
“Por trás de Maranhão, na primeira suplência, ninguém menos que Roberto Cavalcanti, dono de um dos maiores sistemas de comunicação da Paraíba. (…) Arrumaram uma cassação para mim. Foi lá e arruma um jeito e tira do governo que a gente tem que colocar Maranhão para Roberto assumir. E assim foi feito”, afirmou como acompanhou o ClickPB, em trecho veiculado no programa Arapuan Verdade, nesta sexta-feira (27).
Segundo ele, houve influência política da desembargadora Fátima Maranhão e do empresário Roberto Cavalcante no desfecho do caso “respeito a memória do ex-governador e ex-senador Maranhão. Ele estava fazendo o papel dele, casado com uma desembargadora, veja o grau de influência, né? . É óbvio que a esposa dele iria, como esposa, procurar defender os interesses políticos do marido”, declarou.
Cássio, que não dava entrevistas há anos e anos, disse que enfrentou o que chamou de “decisão predeterminada” na Justiça e a força de um dos maiores sistemas de comunicação do Estado. “Arrumaram uma cassação para mim”, afirmou ao destacar ainda não guardar mágoa ou ressentimento, mas que o episódio mudou sua forma de enxergar a política.
O ex-governador afirmou não guardar ressentimentos, mas declarou ter perdido a confiança no Judiciário “mágoa, ressentimento, nenhum. Até agradeço ter acontecido, serve de experiência. Agora deixei de acreditar. Não acredito mais”, disse.
Cassação
Na época, o governador teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a acusação de ter distribuído 35 mil cheques a cidadãos carentes durante a campanha eleitoral de 2006, por meio de programa assistencial da Fundação Ação Comunitária (FAC), vinculada ao governo estadual. Segundo a denúncia, os cheques totalizam cerca de R$ 4 milhões.








